Dúvidas Frequentes

Blefaroplastia (Cirurgia plástica palpebral)

EXISTE UMA IDADE IDEAL PARA SE OPERAR AS PÁLPEBRAS?

Não existe uma idade ideal, mas sim, a necessidade do paciente que apresenta o excesso de pele nas pálpebras, e isto geralmente ocorre após a terceira década.

AS CICATRIZES SÃO VISÍVEIS?

Como a pele das pálpebras é de espessura muito fina, as cicatrizes tendem a ficar praticamente disfarçadas nos sulcos da pele, ou seja inaparentes.

QUAL O TIPO DE ANESTESIA?

Geralmente a anestesia é local associada à sedação venosa.

COMO É O PÓS OPERATÓRIO?

Geralmente ocorre um edema e hamatoma na região palpebral que vai cedendo com os dias, e principalmente com as compressas geladas .O paciente, normalmente usa por 2 dias antiinflamatório oral e não sente dor.Os pontos são retirados em 5 a 7 dias.

É NECESSÁRIO INTERNAÇÃO HOSPITALAR?

Geralmente o paciente passa uma manhã na clínica, incluindo o tempo da cirurgia e o tempo necessário para recuperação anestésica .Em casos de paciente com necessidades clínicas especiais, este tempo poderá ser prolongado.

QUANTO TEMPO DURA A CIRURGIA?

Normalmente, em torno de 60 minutos se for somente as pálpebras superiores, ou 90 minutos se operarmos também as pálpebras inferiores.

QUANDO ATINGIREI O RESULTADO DEFINITIVO?

Em 2 semanas o edema já diminui bastante, mas é geralmente em torno de 1 mês o tempo necessário para um resultado mais definitivo.

Dra Liliana Nobrega Cordeiro | CRM 6.317-ES


Cirurgia refrativa (LASIK, PRK)

O QUE É A CIRURGIA REFRATIVA?

A cirurgia de grau (cirurgia refrativa) é um procedimento relativamente simples, sem necessidade de internação. A anestesia é tópica, isto é, só com uso de colírio. O tempo cirúrgico é de aproximadamente 20 a 60 segundos conforme o grau do paciente.

O laser utilizado na cirurgia refrativa possibilita fazer uma ablação da superfície da córnea que resulta em correção das várias ametropias (miopia, astigmatismo e hipermetropia).

QUEM PODE SER OPERADO?

O paciente tem que estar com seu grau estabilizado.

Recomenda-se fazer o exame Topográfico da córnea e Paquimetria para saber se a córnea é adequada à cirurgia.

QUAL O GRAU PODE SER OPERADO?

Atualmente, pode-se operar as miopias desde –1,0 grau até –10,0 graus, astigmatismos até –5,0 graus e hipermetopias até +5,0 graus.

Existem basicamente duas técnicas utilizadas rotineiramente : Lasik e PRK, ambas com ótimos resultados.

A PARTIR DE QUE IDADE O PACIENTE PODE SER OPERADO?

Pacientes de 20 anos de idade podem ser submetidos à cirurgia desde que haja a estabilização do grau.

Pacientes acima de 40 anos também podem ser operados, observando-se os cálculos para visão de perto.

COMO É O PÓS OPERATÓRIO?

Deve-se tomar certos cuidados comuns aos pós-operatórios de qualquer cirurgia ocular, como não esfregar os olhos ou tocá-los com mãos sujas e exposição ao vento ou sol forte.

Deverá utilizar colírios prescritos por seu médico.

A visão se normaliza gradativamente.

O objetivo da cirurgia é tornar o paciente independente dos óculos ou lentes de contato.

Dra Liliana Nobrega Cordeiro | CRM 6.317-ES


Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)

O QUE É DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE (DMRI)?

É uma doença que leva à perda progressiva da visão ao afetar a mácula, parte central da retina que é responsável pela visão de detalhes, necessária para ler, ver TV, dirigir ou praticar atividades manuais delicadas, por exemplo. A retina é a camada que reveste o olho internamente e é onde percebemos as imagens – como se fosse o filme ou o “chip” de uma máquina fotográfica. Ela se continua no sistema nervoso central como nervo óptico, levando os estímulos visuais ao cérebro. A DMRI afeta habitualmente pessoas acima dos 55 anos de idade, com incidência progressivamente maior à medida que se envelhece. Em todo o mundo, estima-se que de 3,0 a 5,0 % dos indivíduos acima de 55 anos de idade possuam a doença.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA DMRI?

Os sintomas são exclusivamente visuais. Os afetados pela doença não exibem sinais externos nem sentem outros sintomas. Em fases iniciais, ocorre uma dificuldade variável na visão de detalhes, como letras pequenas, números do catálogo telefônico, no celular, legendas de filmes, etc. Pode também ocorrer distorção de imagens – linhas retas são vistas de forma ondulada, torta. O contraste, a nitidez e as cores podem ser afetadas. Em estágios avançados, a dificuldade visual aumenta, podendo evoluir com manchas escuras que atrapalham de modo importante a visão.

A DMRI LEVA À CEGUEIRA?

A perda completa da visão pela DMRI raramente ocorre. Entretanto, essa é uma doença sempre progressiva (embora em padrões variáveis caso a caso), o que pode levar à chamada “cegueira legal” em países que usam esta definição (como os Estados Unidos da América). Neste caso extremo, o paciente perde definitivamente a capacidade de usar a visão de modo útil, embora ainda perceba vultos e preserve sua visão periférica. O impacto sobre a qualidade de vida foi extensamente estudado em todo o mundo e normalmente é muito grande nos casos de DMRI avançada.

QUAIS OS FATORES DE RISCO PARA A DMRI?

Vários estudos populacionais foram realizados para determinar o perfil dos pacientes mais vulneráveis à DMRI. A doença é multifatorial, ou seja, tem vários fatores que determinam seu aparecimento. Existe um consenso de que, sobre um perfil geneticamente predisposto – começam hoje a surgir testes para alguns fatores genéticos de risco, como do Fator H do Complemento – fatores dietéticos (obesidade pode ser um fator de risco), tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, doença cardiovascular ou renal e exposição intensa à luz solar, além do próprio envelhecimento, deflagram o aparecimento da doença.

QUAIS SÃO AS FORMAS CLINICAS DA DMRI?

A DMRI tem duas formas clínicas: a SECA, mais comum, na qual predominam alterações atróficas e a ÚMIDA ou exsudativa, presente em cerca de 10% dos pacientes somente, mas geralmente responsável pelos casos de perda visual mais grave. É assim chamada, pois se caracteriza pela formação de novos vasos sangüíneos (neovasos) que “vazam” ou sangram, levando a grande prejuízo visual.

COMO DETECTAR A DMRI?

A DMRI pode ser detectada pelo oftalmologista no exame de fundo de olho, mas habitualmente são necessários exames complementares para avaliar a doença em maior detalhe, o que será importante na determinação do tipo clinico (seca ou úmida), na determinação do prognóstico e no planejamento do tratamento. Estes exames serão também determinantes no seguimento dos pacientes, determinando, por exemplo, se a doença está controlada ou se continua evoluindo. Rotineiramente, solicita-se a retinografia colorida e fluorescente (com a injeção endovenosa do contraste “fluoresceína sódica”) e a tomografia de coerência óptica (OCT) . A tomografia não usa radiação, ela emprega a luz (como se fosse um laser). Fomos pioneiros no Brasil no emprego da OCT e hoje dispomos de aparelhos de alta resolução como o Zeiss Cirrus OCT. Ressalte-se que o paciente é uma peça importante na estratégia de tratamento, pois um autoexame periódico simples a ele delegado, a Tela de Amsler, é capaz de detectar alterações precoces no curso da doença.

EXISTEM TRATAMENTOS PARA A DMRI?

Nossa Clínica se dedica intensivamente ao diagnóstico e ao tratamento da DMRI há muitos anos. Para a forma seca da doença não há tratamento eficaz ainda disponível (em 2010), embora novas tecnologias estejam sendo pesquisadas. As únicas evidências de eficácia são do uso de uma formulação de vitaminas e micronutrientes empregadas em um grande estudo multicêntrico Norte Americano (AREDS). Este complexo antioxidante não pode ser usada em fumantes ou em ex-fumantes (pelo risco aumentado de câncer de pulmão associado à Vitamina A), e nos estudos mencionados reduziu em 25% a chance de progressão da doença.

Para a forma úmida da DMRI o primeiro tratamento disponível foi a fotocoagulação com raios laser, com o objetivo de queimar os neovasos. Com isso, a doença era controlada, mas metade dos olhos evoluía com reativação da doença com o tempo. O grande problema era que o laser “quente” queimava também a mácula sobrejacente aos neovasos, causando uma mancha escura (escotoma) central irreversível. Mesmo assim, a evolução dos pacientes tratados superava a dos observados aos dois anos de evolução da doença, como mostrou um importante estudo clinico chamado MPS (Macular Photocoagulation Study – 1991).

Muitos outros tratamentos foram tentados para a DMRI sem sucesso, como abordagem cirúrgicas, uso de Talidomida, radioterapia, entre outros. Em 1999, foram divulgados os resultados iniciais de uma tecnologia revolucionária: a terapia fotodinâmica com Verterporfina.

Nesta modalidade terapêutica, a Verteporfina (uma molécula lipofílica ativada pela luz) é injetada por via endovenosa por uma bomba de infusão, em dose calculada para a superfície corporal do paciente. Após um tempo de circulação pré determinado, é feita a fotoativação da droga com um laser infravermelho, que poupa a retina sobrejacente. Assim, pela primeira vez conseguiu-se evitar a progressão da doença, embora a melhora visual fosse ainda restrita a um em cada seis pacientes tratados (o dobro do que ocorre nos pacientes não tratados) nos estudos clínicos clássicos (TAP STUDIES).

Mais recentemente (em 2005), foi iniciada uma nova era no tratamento da DMRI, com o surgimento do Ranibizumabe (Lucentis), que inibe uma substancia crucial à progressão da doença – o VEGF (Vascular Endothelial Growth Factor). Disponível no Brasil desde 2008, este tratamento à base de aplicações periódicas dessa droga no olho afetado foi capaz de manter ou de melhorar a visão em até 95% dos pacientes tratados nos estudos clínicos PIER e MARINA.

Ainda nos estudos clínicos, um em cada três pacientes tratados melhorava a visão, e, enquanto somente um de cada dez pacientes não tratados mantinha uma visão muito boa (20/40 ou melhor), quase metade dos pacientes tratados com Lucentis atingiam este resultado. Ressalte-se que os estudos clínicos clássicos empregavam aplicações mensais de Lucentis. Hoje, procura-se manter o bom resultado que a droga proporciona, mas com regimes mais flexíveis de aplicações, o que exige um acompanhamento continuado por um especialista e monitoração com alta tecnologia (OCT, Angiografia).

Dr. Laurentino Biccas Neto | CRM 5.259-ES


Lentes de contato

O QUE SÃO LENTES DE CONTATO?

Lentes de contato são pequenas e delicadas lentes de material plástico desenhadas para se adaptarem à superfície do olho.

TODO O TIPO DE GRAU PODE SER CORRIGIDO COM AS LENTES?

Basicamente as lentes são usadas para corrigir os erros de refração: miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia ou vista cansada.

COMO SABER QUAL TIPO DE LENTE Á MAIS ADEQUADO AO MEU CASO?

Somente com o exame oftalmológico, o médico poderá indicar qual é a melhor lente para cada caso. As lentes podem solucionar defeitos de focalização da imagem muitas vezes com vantagem sobre os óculos. Muitos problemas que comprometem a regularidade da córnea e que não são passíveis de correção com os óculos (como o CERATOCONE,por exemplo) podem ser corrigidos com lentes de contato.

DEVO RETIRAR MINHAS LENTES PARA DORMIR?

Existem lentes adequadas para dormir e outras que devem ser retiradas à noite. Em seu processo de adaptação, você será orientado e treinado em como cuidar de suas lentes.

EM QUAIS CONDIÇÕES, O USO DA LENTE ME DARÁ MAIOR CONFORTO VISUAL?

Em vários casos, como Ceratocone , como já dito anteriormente .Em paciente com altos graus de miopia , astigmatismo ou hipermetropia , as lentes , além de proporcionar melhor conforto visual , também atuam positivamente na melhora do campo visual .Para pacientes que desejam praticar esportes , as lentes também serão melhores que os óculos . E também não podemos esquecer da melhora do aspecto estético para uso social ou mesmo no dia-a dia do trabalho.

A Ocular Oftalmologia conta com completo arsenal para testes de lentes de contato permitindo a seleção adequada para cada paciente. Dispõe também de laboratório para adaptações personalizadas de:

  • Lentes Rígidas Gás-Permeáveis
  • Lentes Gelatinosas de Uso Prolongado
  • Lentes Descartáveis
  • Lentes Descartáveis de Alta Oxigenação ou Silicone-Hidrogel
  • Lentes Especiais (Ceratocone, Cosméticas)
  • Lentes Tóricas

Dra Liliana Nobrega Cordeiro | CRM 6.317-ES


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